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Fraudes na internet: por que acontecem e como se proteger delas

Fraudes são provavelmente o maior motivo da perda de sono dos empreendedores no varejo online. É possível se proteger de clientes e situações fraudulentas só é preciso conhecer um pouco o assunto e buscar algumas ferramentas para te auxiliar na tarefa.

O comportamento do consumidor online do Brasil tem mudado rapidamente nos últimos anos, especialmente neste ano de 2020 com o avanço da pandemia de COVID-19 mesmo quem não se sentia seguro ou não via a necessidade antes migrou para o comércio eletrônico.

E quando falamos em compra online, não falamos exclusivamente das lojas virtuais, mas também de vendas por link de pagamento, por redes sociais, com depósito bancário, ou seja, qualquer venda de serviço ou produto que aconteça com o uso da internet e finalizada a distância, por qualquer meio.

Dessa forma vimos o rosto do nosso cliente cada vez menos, colocando o seu negócio online muitas vezes nem sequer você saberá para quem está vendendo. Infelizmente este é um tipo de ação é muito comum no meio do comércio eletrônico, e estar atento aos sinais, e ter ferramentas que ajudem o comerciante a identificar comportamentos suspeitos nunca foi tão importante.

Por que acontecem fraudes?

Alguns dos fatores que mais tornam o comércio eletrônico atrativo para os fraudadores é justamente o mesmo pelo qual os seus clientes também o procuram: a praticidade e agilidade em efetuar uma compra. Isso nada mais é do que o objetivo das vendas online além de, a ideia de proporcionar uma experiência cômoda e prática ainda pode ajudar muitos comerciantes a aumentar as vendas.

Para que os consumidores possam realizar as suas compras e pagamentos online, a loja precisa ter um e-commerce que pode ser de desenvolvimento próprio, uma plataforma como a Dezwork Lojas Virtuais, que fornece alguns modelos prontos passíveis de edição, ou ainda um marketplace como Americanas ou Amazon.

Tendo uma loja virtual disponível o fraudador passa por todo o processo de compra como faria um consumidor comum. A diferença está no momento do pagamento, como dito anteriormente você não está vendo para quem vende, ou seja, o fraudador pode realizar o pagamento como preferir, dentro das opções disponibilizadas pela loja, cartão de crédito, boleto, depósito bancário, etc.

Geralmente o pagamento acaba sendo confirmado e o comerciante envia o produto para o endereço fornecido, alguns dias depois o fraudador recebe o produto e o comerciante o pedido de estorno do valor pago. Por que isso acontece? Porque geralmente estas pessoas utilizam cartões clonados, depositam envelopes vazios, já vimos casos até de pagar boleto com cheque sem fundo.

Agora vamos falar um pouco sobre os tipos de fraude mais comuns.

1 – Fraude de cartão de crédito

Este é o golpe mais comum na internet, o roubo de identidade. Nessa modalidade o fraudador utiliza os dados de outra pessoa, os quais ele pode ter conseguido com um roubo físico ou virtual. O dono dos dados, e principalmente do cartão de crédito só percebe a compra quando a fatura chegar e ele não identificar o valor ou o lugar onde a compra foi realizada.

Este é um tipo de fraude que prejudica tanto a loja quanto quem paga. Porém, enquanto o proprietário do cartão pode ainda solicitar o estorno do valor com a operadora e assim, fazendo com que o valor não seja pago e consequentemente também não será repassado para o proprietário da loja, que fica apenas com o prejuízo do produto que já foi enviado pelo qual ele não receberá o pagamento.

2 – Fraude amiga

Muito parecida com a fraude de cartão, mas neste caso o roubo dos dados não acontece por um assaltante ou hacker, como o próprio nome diz, é um amigo ou conhecido agindo de má fé. 

Por algum motivo essa pessoa tem os dados da vítima em questão efetua a compra como se fosse ela, mas coloca um endereço de entrega diferente, assim o fraudador recebe o produto enquanto o dono dos dados utilizados demora para perceber o que na cabeça dele é um “erro” ou “engano” da operadora. Por fim o processo final é o mesmo da fraude de cartão de crédito. 

3 – Violação de senha

Fraudadores ainda podem ter como alvo a conta da vítima em lojas virtuais ou grandes marketplaces como, por exemplo, Amazon ou Mercado Livre. Onde os seus dados de pagamento ficam salvos, para facilitar o processo em uma futura compra. 

Nestes casos o único dado que é roubado é a sua senha, pois o restante necessário para comprar já está cadastrado. O fraudador pode efetuar inúmeras compras nessa conta, e por este já ser um cliente antigo o comerciante não o avalia como possível fraudador. 

Este tipo é o que mais prejudica o comerciante, pois além do prejuízo do valor estorno referente ao produto já entregue, a loja virtual fica com a reputação manchada perante o consumidor, dando a entender que aquele não é um ambiente seguro para deixar os seus dados pessoais, fazendo com que o mesmo evite novas compras naquele e-commerce.

4 – Autofraude

Neste caso o fraudador é o proprietário dos dados, e a vítima em questão passa a ser unicamente a loja virtual. Esta é uma situação em que o cliente, no caso o fraudador, efetua a compra do produto normalmente pelo seu site, porém, no Código de defesa do consumidor está previsto que é possível contestar uma compra feita com o cartão de crédito alegando não reconhecer seja o valor pago ou estabelecimento.

Dentro de algum tempo é possível identificar o fraudador em questão, e assim, impedi-lo de realizar novas compras. Mas neste meio tempo é muito provável que o produto já tenha sido entregue e a loja tenha ficado no prejuízo.

O que fazer para evitar fraudes no seu site?

Existem algumas precauções que você pode tomar para dificultar e impedir ações fraudulentas no seu e-commerce. Desta forma, você estará protegendo tanto a sua empresa quanto os seus clientes, estará disponibilizando um ambiente digital seguro para os que vierem a utilizar, e com uma baixíssima possibilidade de prejuízo para você.

Então quais são as medidas que o empreendedor deve tomar ao abrir um e-commerce:

  • Utilizar um certificado de segurança no seu site, ele vai proteger os dados que forem cadastrados no seu site;
  • Automação dos processos de pagamento, ou seja, implementar processos em que seja possível confirmar a transferência de valores de forma rápida e automática. Tirando a possibilidade de receber o valor em mãos no formato de cheque, depósitos ou transferências após horário bancário;
  • Implementação de sistemas especializados em análise de risco com foco na prevenção de situações fraudulentas;
  • Implementação de um sistema antifraude, com o qual será feita a análise automática e imediata de cada nova tentativa de compra no seu e-commerce;
  • Realizar o monitoramento de compras constantes feitas pela mesma pessoa ou com o mesmo valor e negadas em um mesmo dia;
  • Por fim, criar um histórico com a identificação das fraudes realizadas ou tentativas de fraudes, com o intuito de identificar padrões entre elas.

Estas são algumas precauções que você pode tomar para fortalecer a segurança do seu site e proteger a lucratividade do e-commerce, não é obrigatório que você utilize todas as ferramentas citadas, mas saiba que fazendo uso delas combinadas a eficiência é muito maior.

Muitos fatores influenciam no crescimento do seu e-commerce, por exemplo, a usabilidade do site, a comodidade, a rapidez das páginas e do atendimento, e claro a segurança. Este último não ajuda apenas no aumento da credibilidade do negócio, mas também protege ele de sofrer com prejuízos gerados por fraudadores, fazendo com que o crescimento das vendas seja saudável e benéfico.

Gostou deste conteúdo? Aproveite para ler sobre as possibilidades de como vender pela internet neste outro post!